(Destinos)

Hiroshima: o parque, o domo e o museu

Hiroshima nas páginas da cidade, do museu e da JNTO: o parque de 1955, o domo visto de fora, horários e o número que só uma página imprime.

Nicholas Nishimura 11 min de leitura

Pintura em sumi-e do domo em ruínas à beira da água, com salgueiro e um sol vermelho.

O Parque Memorial da Paz, na página da cidade de Hiroshima atualizada em 4 de setembro de 2026, fica na ponta de montante do delta em que o antigo rio Ōta, o rio principal, se divide do rio Motoyasu. É um parque urbano aberto para consolar os mortos da bomba e para rezar pela paz permanente do mundo. O lugar foi, do período Edo ao começo da era Shōwa, o centro comercial da cidade. Em 6 de agosto de 1945, Shōwa 20, uma única bomba atômica, a primeira lançada na história humana, destruiu-o num instante. A página descreve o chão que deixou de ser rua comercial.

広島

Hiroshima

A cidade cuja página do parque data a bomba em 6 de agosto de 1945.

O que a cidade construiu no delta

Depois da bomba, a Lei de Construção da Cidade Memorial da Paz de Hiroshima foi promulgada em 6 de agosto de 1949, Shōwa 24. Com base nela, a partir de 1950, Shōwa 25, construíram-se o parque e as instalações, para tratar a zona do hipocentro como lugar símbolo de paz permanente. A obra terminou em 1955, Shōwa 30. A ficha do parque precisa o mês: por volta de agosto de 1955. A abertura ao uso é 1 de abril de 1956, Shōwa 31. São três datas na mesma página: início da obra, fim da obra, e o dia em que o parque passou a ser usado. Não se cola o abril de 1956 no “concluído em 1955”.

O parque é do tipo parque geral. O endereço é Nakajima-chō 1 e Ōtemachi 1-10, Naka-ku. A área é 122.100 metros quadrados. A entrada é gratuita. Não há dia de fechamento. O horário é contínuo. Dentro estão o Domo da Bomba Atômica, o Museu Memorial da Paz de Hiroshima, monumentos postos com o voto de paz, e a aogiri que foi atingida. A página conta 35 memoriais e monumentos, e nomeia o cenotáfio dos mortos da bomba, o domo e a estátua das crianças. As árvores altas são cerca de 1.500, das quais cerca de 300 são cerejeiras. Arbustos e árvores baixas cobrem cerca de 8.000 metros quadrados. As plantas sobreviventes nomeadas são a aogiri e o lírio-aranha indiano. A lista completa, diz a página, está noutro documento. Esta matéria fica com os dois nomes e com o “cerca de”.

A designação de lugar pitoresco, meishō, do parque tem uma primeira data, 6 de fevereiro de 2007, Heisei 19, e um acréscimo em 28 de março de 2008, Heisei 20. O domo foi designado sítio histórico em 27 de junho de 1995, Heisei 7. O registro como patrimônio mundial é 5 de dezembro de 1996, Heisei 8, com zona central de 0,4 hectare e zona de amortecimento de 42,7 hectares. A designação de sítio histórico especial é 18 de setembro de 2025, Reiwa 7. O edifício principal do museu é bem cultural importante, na categoria construção, desde 5 de julho de 2006, Heisei 18. A FAQ da cidade sobre o museu diz “julho de 2006”, sem o dia. A ficha do parque imprime o dia 5. As duas cabem. Uma é mais precisa.

O domo, de fora da cerca

A página da cidade sobre a visita ao domo, atualizada em 24 de fevereiro de 2025, tem uma regra só, logo no início: o visitante vê o sítio de fora da cerca do perímetro. Para lá da cerca, o público geral não entra. A ficha do parque repete: o interior da cerca do domo é proibido, não é instalação em que se entra, a visita é de fora. As duas páginas são da mesma prefeitura municipal. Dizem o mesmo gesto.

A página da Organização Nacional de Turismo do Japão chama o edifício de antigo Salão de Promoção da Prefeitura de Hiroshima e atribui o projeto ao arquiteto checo Jan Retzl. Diz que, na construção em 1915, era conhecido pelo desenho ousado, de estilo europeu. Estava quase diretamente sob o hipocentro da explosão da bomba atômica lançada pelos militares dos Estados Unidos em 6 de agosto de 1945. Muito do exterior foi arrancado. A ossatura ficou. Hoje chama-se Domo da Bomba Atômica de Hiroshima, e é a primeira coisa que se vê ao visitar o parque, do outro lado do rio Motoyasu. O nome do arquiteto, o ano de 1915 e a frase “Salão de Promoção” estão nessa página. A ficha do parque não os imprime. Não se emprestam à ficha.

A mesma página da JNTO imprime um total que a ficha do parque não imprime. Em 6 de agosto de 1945, a primeira bomba atômica detonou sobre Hiroshima, “resulting in the deaths of upwards of 146,000 people”. A frase inglesa fica com o dono. A página do parque descreve a destruição do bairro comercial num instante e não dá a conta. As duas falam do mesmo dia. Só uma numera os mortos. A JNTO diz ainda que a cidade destinou uma área a sítio memorial, para lembrar o custo humano e pedir a paz, e que antes da bomba aquela parte de Hiroshima era o distrito comercial central. Isso encontra a frase da cidade: centro comercial, de Edo ao começo de Shōwa. A JNTO não imprime a lei de 1949 nem as datas de obra de 1950, 1955 e 1956. Essas ficam na ficha do parque.

A página da JNTO recomenda ver a estrutura tal como ficou depois da bomba e nomeia a cerimônia de cada 6 de agosto, sem horário. A ficha do parque manda perguntar o cerimonial ao departamento de atividades cívicas, telefone 082-504-2103.

O museu: o que guarda, e quando abre

A FAQ da cidade, atualizada em 16 de julho de 2025, pergunta o que é o museu. A resposta: abriu em 24 de agosto de 1955, Shōwa 30, para contribuir com a abolição das armas nucleares e com a paz permanente do mundo. Quando o antigo salão memorial foi reconstruído, esse salão e o antigo museu foram unidos, e o conjunto reabriu em 1 de junho de 1994, Heisei 6. O edifício principal foi designado bem cultural importante nacional em julho de 2006. O museu reúne pertences dos sobreviventes e fotografias e materiais que mostram a devastação, e apresenta o caminho de Hiroshima antes e depois da bomba e a situação da era nuclear. O endereço é Nakajima-chō 1-2, Naka-ku, 730-0811. O telefone é 082-241-4004. O fax, nessa FAQ, é 082-542-7941. A ficha do parque repete o telefone do museu e não o fax.

Os horários da página inglesa do museu e os da FAQ da cidade coincidem no quadro grande. De março a julho, das 7:30 às 19:00. Em agosto, das 7:30 às 20:00, e nos dias 5 e 6 de agosto até às 21:00. De setembro a novembro, das 7:30 às 19:00. De dezembro a fevereiro, das 7:30 às 18:00. A FAQ agrupa março a novembro numa linha e separa agosto entre parênteses. Os números são os mesmos.

Para entrar na exposição permanente nas horas alargadas, as duas páginas pedem reserva prévia em linha. A janela da manhã é das 7:30 às 8:30. A janela da tarde, de março a julho e de setembro a novembro, é das 17:30 às 18:30. Em agosto vai até às 19:30, e nos dias 5 e 6 de agosto até às 20:30. De dezembro a fevereiro é das 16:30 às 17:30. A página inglesa escreve essas tardes em relógio de doze horas. A conta é a mesma.

A FAQ da cidade acrescenta uma frase que a página inglesa de horários não imprime: a entrada pede-se até 30 minutos antes de fechar. Acrescenta também que o horário pode mudar e que o detalhe está na página do museu. Os dias fechados, nas duas, são 30 e 31 de dezembro, e meados de fevereiro, período de troca de exposição na frase japonesa. A página inglesa avisa que a biblioteca fecha de 29 de dezembro a 1 de janeiro. A FAQ não fala da biblioteca.

O ingresso está na página inglesa do museu. Adulto, da universidade para cima, 200 ienes; grupo de 30 ou mais, 160. Ensino médio, 100 ienes; grupo de 20 ou mais, gratuito. Ensino fundamental e mais novos, gratuito. Quem tem 65 anos ou mais entra por 100 ienes mediante o passaporte. A FAQ da cidade não imprime essa tabela. O preço que esta matéria usa é o da página do museu.

Não há estacionamento público no parque, diz a página inglesa do museu: usam-se os pagos das redondezas. A ficha do parque é mais específica. Não há estacionamento para carro particular. Há estacionamento de ônibus grande, ao sul do museu e na margem do rio principal, telefone 082-245-0573, das 7:00 às 19:00, gratuito, cerca de 50 lugares. A página da visita ao domo diz que o estacionamento junto ao domo é só para ônibus de excursão, e que o carro usa pátios pagos perto. As três frases convivem: ônibus no parque, nas condições da ficha; carro particular, fora.

Dentro das salas, a página inglesa pede silêncio e que não se toque nas peças, salvo as de mão. Mochila grande fica no armário de moeda do primeiro andar do edifício leste. Foto sem flash, para uso pessoal, não pede licença. Tripé e pau de selfie não entram. Flash e foto para publicação pedem pedido. Não se fala ao telefone nas salas. Comer e beber, só na sala de visitantes desse andar. Fumar não se permite no parque nem no museu. A área de fumo fica ao sul do edifício leste, do outro lado da Heiwa Ōdōri. Cão de serviço entra. Os outros animais não.

No chão aberto, a ficha do parque proíbe fogo: churrasco, fogo de artifício, fogueira. A cadeira de rodas empresta-se nas instalações e volta ao mesmo balcão. Guia voluntário e palestra pedem-se à seção de sensibilização do museu, 082-541-5544. A loja Aogiri, telefone 082-541-0306, serve de descanso sem pagamento. A ficha nomeia ainda o centro de conferências, o salão nacional de prece, a Rest House e o memorial da cimeira, e manda perguntar preço e horário a cada um.

Como se chega, em dois relógios

Da estação JR de Hiroshima, a ficha do parque dá quatro caminhos até o domo. Pelo Astram: JR até Shin-Hakushima, troca, desce-se em Hondōri, cerca de 15 minutos, e caminha-se cerca de 400 metros para oeste. Pelo elétrico da Hiroden, linha 2 para Miyajima-guchi ou para Nishi-Hiroshima, ou linha 6 para Eba, desce-se em Genbaku Dome-mae, logo à saída, cerca de 20 minutos. O ônibus 22 e outros deixam em Genbaku Dome-mae. O ônibus circular meipuru, rota laranja, também, em cerca de 15 minutos. Até o museu, o elétrico linha 1 para o porto deixa em Hondōri ou em Fukuro-machi, e caminha-se cerca de 400 metros para oeste. O ônibus 25 e outros deixam em Parque Memorial da Paz. O meipuru laranja deixa em frente ao parque, cerca de 16 minutos.

A página inglesa da visita, a partir da entrada sul da estação, repete o elétrico 2 ou 6 em cerca de 20 minutos, sem contar espera nem troca. De ônibus até Kamiya-chō e a pé, no total cerca de 15 a 20 minutos, ou direto ao domo em cerca de 15. Do aeroporto, o ônibus até o centro de ônibus e cinco minutos a pé somam cerca de 1 hora. O ônibus até a entrada do shinkansen leva cerca de 45 minutos, e de lá segue-se o elétrico.

A página da JNTO mede o mesmo elétrico de outro modo. Linhas 2 ou 6, da estação JR, descida em Genbaku Dome-mae, caminhada de cerca de um minuto. A viagem leva cerca de 17 minutos. A cidade, nas duas páginas dela, imprime cerca de 20 minutos e, na ficha do parque, “logo à saída”. A JNTO imprime 17 minutos mais um minuto a pé. Não se faz a média. A própria página da JNTO avisa que a informação mais recente pode diferir e que se confirme no sítio oficial.

Do centro de ônibus, a ficha do parque: a pé, da saída do lado do domo, cerca de 300 metros para oeste pela avenida Aioi. De elétrico, uma estação, linhas 2 ou 6, cerca de 2 minutos, descida logo no domo. Do porto, elétrico linha 1 até Hondōri, cerca de 30 minutos, e 400 metros a pé para oeste. De carro, a partir do intercâmbio de Hiroshima, a página descreve a nacional 54 para sul, a esquerda em Jōnan, a direita no semáforo seguinte, a direita em Kamiya-chō e cerca de 400 metros para oeste. O carro, lembra a mesma página, não tem vaga própria no parque.

O elétrico 2 que a cidade manda tomar tem, entre os destinos, Miyajima-guchi. A ilha de Miyajima está em Itsukushima. O portão continua no torii. Esta página do parque não descreve a maré nem o santuário. Descreve a linha que leva ao domo e que segue, noutro letreiro, para aquela ilha. Outras cidades com matéria própria neste portal são Tóquio, Quioto, Osaka e Nara. Nenhuma delas é o delta do Motoyasu. O que Hiroshima publica de si, nestas cinco páginas, é o parque gratuito, o domo visto de fora da cerca, o museu com o horário e o preço impressos, e um número de mortos que só a página da JNTO assume.

Fontes

Perguntas frequentes

Dá para entrar no Domo da Bomba Atômica?

A página da cidade sobre a visita e a página do parque dizem a mesma coisa: olha-se de fora da cerca. O interior da cerca não está aberto ao público. O domo não é um edifício em que se entra.

Quanto custa o parque e quanto custa o museu?

A página do parque imprime entrada gratuita, sem dia de fechamento e com horário contínuo. A página inglesa de horários do museu imprime 200 ienes para adulto, 100 para o ensino médio, e entrada gratuita para o ensino fundamental e para quem é mais novo. Grupo de 30 adultos ou mais paga 160. Grupo de 20 estudantes do ensino médio ou mais entra sem pagar. Quem tem 65 anos ou mais paga 100 ienes com o passaporte.

A que horas o museu fecha?

A página inglesa do museu e a FAQ da cidade imprimem o mesmo quadro: de março a julho e de setembro a novembro, das 7:30 às 19:00; em agosto, das 7:30 às 20:00, e nos dias 5 e 6 de agosto até às 21:00; de dezembro a fevereiro, das 7:30 às 18:00. A FAQ da cidade acrescenta que a entrada é até 30 minutos antes de fechar. A página inglesa de horários não imprime essa frase.

De onde vem o número de mortos?

A página do parque não imprime um total. A página da JNTO imprime a frase “upwards of 146,000 people” para as mortes do dia 6 de agosto de 1945. O número fica nessa página. Não se transporta para a ficha do parque, que descreve a destruição do bairro sem dar a conta.