(Costumes)
Ikebana: o 1462 da história e o 'diz-se' da outra página
A história em inglês da Ikenobo data 1462, 1486 e o rikka. O índice em japonês diz que o protótipo de Asuka 'se diz' ter existido, e não imprime esses anos.
Ikebana, na história em inglês da Ikenobo, formaliza-se no cruzamento de três coisas: a flor que se aprecia, o yorishiro e a oferta no altar. A mesma página data 1462, o manuscrito de 1486 a 1499, o rikka, e um arranjo de 9 metros em 1692. O índice em japonês, no site da mesma casa, diz que a história é longa e que, há muito, no período Asuka, se diz ter existido a cultura que é o protótipo. Depois, o ikebana estabelecido em Muromachi foi aceito por muita gente, mudando a forma com a sociedade. O índice não imprime 1462. Duas páginas. Uma é a história datada. A outra é o quadro, com o “diz-se”.
華道
Kadō
O que a página em inglês põe na origem
No Japão, escreve ela, flores de estação diferentes abrem o ano inteiro. Com a flor de apreciar, o yorishiro, objeto a que se convocam espíritos, e a oferta de flores no altar budista, o ikebana começou a formalizar-se. “Começou a formalizar-se” é o verbo deste trecho. Não é o “diz-se” do índice.
Antologias de waka, o Manyoshu e o Kokinwakashu, trazem muitos poemas de flores. Desde Heian, a palavra flor tornou-se sinônimo de cerejeira. Ver a flor, no sentido de ver a cerejeira, pratica-se há séculos e continua. A página não dá o século do Manyoshu em número.
A árvore de folha perene, para quem vivia com a natureza e sentia a brevidade da vida na mudança das estações, tinha sentido especial: acreditava-se que era yorishiro. O kadomatsu, par de ramos de pinho usado ainda hoje como enfeite de Ano-Novo, é uma dessas formas. A matéria do kadomatsu, neste portal, lê outras páginas, o bambu e o pinho de outros autores. Não imprime este yorishiro da Ikenobo. Esta página não imprime a altura daquelas hastes.
O budismo entra no Japão no século VI, e a oferta de flores no altar torna-se comum. A página aponta o caráter “flor” em nomes de sutra, o Kegon-kyo e o Hokke-kyo. A lótus, comum na Índia de onde o budismo veio, é flor representativa da oferta. No Japão escolheram-se outras flores, adequadas a cada estação. Entre os modos, o mitsugusoku, vaso, incensário e castiçal, populariza-se nos períodos Kamakura e Nanbokucho. Um rolo de Heian, o Choju jinbutsu giga, cujo original está no Kozanji, em Quioto, mostra uma oferta: lótus diante de uma rã que imita o Buda.
1462, o manuscrito e a teoria
O ikebana desenvolve-se, escreve a página, ao experimentar modos de pôr flores em vasos chineses. Em Quioto, as flores de Senkei Ikenobo, do templo Rokkakudo, foram muito elogiadas. Com pinturas e recipientes chineses chega o shoin-zukuri. O oshiita, precursor do tokonoma, e o chigaidana instalam-se em templos e em casas de gente influente, entre elas a família Ashikaga do xogunato de Muromachi. O zashiki kazari foi apurado pelos doboshu, atendentes do xogum. Flor, incenso e vela formam o mitsugusoku. O tatehana, de forma ereta, compõe-se de shin, também chamado motoki, e shitakusa. Um impresso antigo do começo de Edo, o Sendensho, “crê-se” conter ensino de Muromachi.
Em 1462, no Hekizan nichiroku, Senkei é convidado por um guerreiro e elogiado pela gente de Quioto. As flores do zashiki kazari e as de Senkei foram além do yorishiro e da oferta tradicional, e pode dizer-se que o desenvolvimento do ikebana, próprio da cultura japonesa, ocorre então. “Pode dizer-se” cobre essa conclusão. O ano 1462 está no diário, como a página o relata, sem esse verbo na oração do convite.
O Kao irai no Kadensho “crê-se” o mais antigo manuscrito de ensino que sobrevive, de pouco depois de Senkei. Mostra tatehana, kakebana, pendurado no pilar ou na parede do tokonoma, e tsuribana, pendente. No fim do documento estão anos de 1486 a 1499. “Crê-se” não apaga o intervalo impresso, e o intervalo não apaga o “crê-se”.
No Muromachi tardio, Senno Ikenobo estabelece uma teoria que não é só técnica. A guerra Onin-Bunmei devastou Quioto, o xogunato enfraquece, e o zashiki kazari dos doboshu começa a ser absorvido pela Ikenobo. Na primeira metade do século XVI, Senno é louvado como mestre pelas flores na corte e nos templos. O kadensho conhecido como Ikenobo Senno Kuden diz que não há, na Ikenobo, apenas o ato de apreciar a flor bela. Importa ver a essência interior da planta no vaso e exprimir a forma natural. Por vezes até um ramo seco tem valor. Yasunari Kawabata, no discurso do Nobel “Japan, the Beautiful and Myself”, apresentou essa filosofia. Entre as cópias, a página aponta a transmitida em 1537.
O sucessor Sen’ei torna claro um desenho de sete yakueda, partes ou ramos principais. Esse estilo mais tarde passa a chamar-se rikka. Sen’ei interessa-se também pelo ikeru hana, mais leve, e diz que exprimir o caráter próprio da planta é essencial. A cerimônia do chá era popular, e a página considera que Sen’ei tinha forte consciência das flores da sala de chá. O manuscrito de Sen’ei foi transmitido em 1545. A matéria do chá lê a Urasenke e a tigela da prefeitura. Não imprime 1545, nem os sete ramos. Esta página não imprime os 2 gramas, nem os 70 mililitros.
A cidade de Quioto, neste portal, lê a festa de julho e outras páginas. Não imprime o Rokkakudo desta história, nem 1462.
O rikka, o Edo e os 9 metros
Senko Ikenobo II apura o rikka, a paisagem natural no vaso. É chamado à corte e às casas de guerreiros. Em 1594, um grande rikka sunanomono de Senko Ikenobo I, na visita de Hideyoshi Toyotomi à casa de Toshiie Maeda, diz-se ter sido louvado como a maior obra Ikenobo de uma era. “Diz-se” cobre esse louvor. Em 1599, uma exposição de cem discípulos no Daiunin, em Quioto, atraiu muitos. Uma reprodução de 2012, fotografada por Naotatsu Kimura, refaz o que se crê ter sido o arranjo de 1594. O nome sunanomono vem das pedrinhas brancas, suna, na base. Visto de frente, diz-se que macacos pintados nos rolos atrás pareciam brincar nos ramos de pinho. O ano 2012, nesta legenda, é o da reprodução.
Senko II continua a receber pedidos de guerreiros depois de Ieyasu Tokugawa fundar o xogunato de Edo. Em Quioto, o imperador Gomizuno-o organiza encontros de rikka com príncipes, aristocratas e monges. Retira-se em 1629, no auge desses encontros. Depois, os encontros passam ao palácio Sento. O rikka, apurado, chega também aos cidadãos. O encontro de Tanabata no Rokkakudo torna-se evento anual popular em Quioto. Uma coleção, bem cultural importante, reúne 91 desenhos de rikka e sunanomono feitos entre 1628 e 1635 por Senko II, mais dois de outros arranjadores.
A sétima noite, noutra leitura, está na matéria do Tanabata. Essa matéria não imprime o Rokkakudo, nem 1629. Esta página não imprime o agosto de Sendai.
No meio de Edo, o rikka populariza-se entre cidadãos com recursos, e pede-se uma forma mais simples e digna: formaliza-se o shoka. O rikka de Senko II influencia a cultura Genroku, sobretudo em Kamigata, que a página glosa como Quioto e Osaka. Palavras de rikka entram no joruri de Monzaemon Chikamatsu. O Kokon Rikka Taizen explica o rikka. Sob Senyo saem coleções: Rikka-zu narabini Sunanomono, em 1673, e Shinsen Heikazui, em 1698, com cem desenhos sobretudo de Senyo e discípulos.
Em 1692, Sanshi Ikai e Jisui Fujikake fazem rikka de 9 metros para a cerimônia de conclusão da restauração do Grande Buda do Tōdai-ji, em Nara. A Ikenobo, escreve a página, já se espalhara pelo país, com estudantes do reino de Ryukyu, a atual Okinawa. Começa uma estrutura com líder. A matéria do Tōdai-ji lê outras páginas do salão. Não imprime os 9 metros. A de Okinawa não imprime esses estudantes.
Enquanto o rikka de sete yakueda se populariza, arranjos mais leves para sala pequena ou sala de chá ganham interesse: nageirebana. O Kodai Shoka Zukan, editado por Senyo, mostra-os. Uma revisão de Senyo é de 1697. Uma cópia de 1710 foi transmitida na Ikenobo. Em meados do século XVIII, na era de Senjun, o nageirebana formaliza-se e passa a chamar-se shoka.
No Edo tardio, Senjo introduz o mikizukuri, cortar ramos e juntá-los para a forma ideal. Até então o rikka usava o ubtate, a forma natural. O número de yakueda passa de sete a nove. Em 1797 publica o Shinkoku Heika Yodoshu, a primeira coleção em cerca de cem anos. O exemplar da fotografia tem 57 desenhos, editados sobretudo por Katei Nagata, discípulo sênior. O shoka, mais simples, ganha popularidade. Um curso introdutório faz crescer depressa o número de discípulos, e a Ikenobo passa a incluir mulheres. Fora de Quioto, discípulos influentes fortalecem a estrutura em cada prefeitura. Formaliza-se a transmissão do Gokajo, cinco ensinamentos, e do Shichishu, sete, que a página diz continuarem hoje. O shoka entra também no encontro de Tanabata. Em 1804, o Hyakkashiki é a primeira coleção publicada de desenhos de shoka da Ikenobo. O Go Hyakkashiki é de 1808. Em 1820, contra o excesso de técnica, Senjo publica o Soka Hyakki, cem desenhos que ele próprio escolheu. Os originais são de Keibun Matsumura e Seiki Yokoyama, pintores da escola Shijo. Os discípulos, por estas obras, chegam à escala das dezenas de milhar. A página não dá o número exato.
O que o índice não data, e o que a história data depois
O índice em japonês reparte a mesma casa em faixas, sem os anos da página inglesa. A origem é Asuka a Nanbokucho: flores de estação, a flor de apreciar, o yorishiro dos espíritos, a oferta diante do Buda. Vários elementos enredam-se e prepara-se o terreno. A frase de abertura, acima da tabela, é que se diz ter existido, no período Asuka, a cultura protótipo. O inglês descreve a formalização sem esse “diz-se” na origem, e sem nomear Asuka como o lugar do protótipo nessa primeira oração. As duas ficam.
O índice põe a constituição em Muromachi inicial: vasos tang trazidos do continente, a forma da flor trabalhada, o ikebana constituído, e em Quioto a fama das flores de Senkei no Rokkakudo. Não imprime 1462. A teoria é Muromachi tardio: Senno, técnica e pensamento, o kadensho transmitido. Não imprime 1537. O rikka completa-se de Azuchi-Momoyama ao Edo inicial, com Senko II. Não imprime 1594, nem 1629. A difusão e o nascimento do shoka são o Edo médio. A inovação e a moda do shoka são o Edo tardio, com o mikizukuri de 専定 e os discípulos na escala das dezenas de milhar. O índice não imprime 1797, nem 1820, nem o nome Senjo. A página inglesa, nesse trecho, nomeia Senjo e não imprime os caracteres 専定.
De Meiji a Showa, o índice diz que o shofutai, fixado por 専正 como forma fácil de aprender e de ensinar, entra no ensino, e que nageire e moribana nascem como ikebana da vida ocidentalizada. A página inglesa detalha o que o índice não numera: para evitar o declínio com a mudança da capital para Tóquio, a Expo de Quioto começa em 1872, e Sensho e os discípulos participam. Em 1879 Sensho é nomeado professor de ikebana na escola feminina da prefeitura de Quioto, e a porcentagem de mulheres sobe depressa. Em 1889 abre um escritório em Tóquio. Em 1903, três rikka de Sensho numa exposição de antiguidades em Quioto, que a página considera parte da Expo anual desde o começo de Meiji. Em 1904, o manual Hana no Shiori. Shoan Muto viaja o país a ensinar, e o shofutai torna-se o padrão. Nageire e moribana são adotados como oyobana, aplicação do rikka e do shoka. Em 1934 Seni fixa diretrizes. Em 1941 fundam-se capítulos pelo Japão.
Depois da guerra, o índice fala da jiyuka, a flor livre, sem forma, e do atual iemoto Sen’ei, que apresenta o shoka shimputai e depois o rikka shimputai. A página inglesa data: exposições em Quioto e Osaka logo após a guerra; o Ikenobo Junior College em 1952; o escritório de São Francisco em 1968; a sede, o instituto central e o museu de história em 1977; o shoka shimputai em 1977 e o rikka shimputai em 1999. A jiyuka, ligada a nageire e moribana, ganha na Ikenobo o mesmo lugar que rikka e shoka. Em 2012, a celebração dos 550 anos desde que o nome de Senkei apareceu pela primeira vez nos registros de Muromachi. A página não faz, nessa frase, a soma de 1462 com 550. Imprime o aniversário e, noutro capítulo, o ano 1462. Os dois ficam. O Senno Kuden continua a ser o ensino mais importante. O encontro de Tanabata, começado em Edo, continua como exposição anual, ainda que o período de exposição tenha mudado. A página não imprime o novo calendário.
O índice, na faixa de hoje, diz que quem estuda espalha-se também fora do país, e que se arranja flor não só na casa, mas ao ar livre e no palco. Cresce o interesse pelo próprio ato de arranjar, não só pela obra, incluindo a demonstração. Não imprime 2012, nem São Francisco, nem os 9 metros. O índice guarda o “diz-se” de Asuka e as faixas. A história em inglês guarda os anos. Nenhum número do inglês se cola ao índice só porque o site é o mesmo.
Fontes
- History of Ikebana, 池坊.
- いけばなの歴史, 池坊.
Perguntas frequentes
Que ano a história em inglês imprime para Senkei?
1462. A página diz que o diário Hekizan nichiroku, de um monge zen do Tofukuji, declara que Senkei Ikenobo, sacerdote do Rokkakudo, foi convidado por um guerreiro a arranjar flores, e que Quioto as elogiou. O índice em japonês nomeia Senkei e o Rokkakudo no Muromachi inicial, e não imprime 1462.
O manuscrito mais antigo tem data?
Na página em inglês, o Kao irai no Kadensho 'se crê' o mais antigo manuscrito de ensino que chegou, e no fim do documento estão registrados anos de 1486 a 1499. 'Se crê' fica nesse verbo. O índice em japonês não imprime 1486, nem 1499, nem o nome desse manuscrito.
O que a página diz do kadomatsu?
Na origem, entre as formas de yorishiro, a árvore de folha perene a que se convocavam espíritos. O kadomatsu, um par de ramos de pinho usado ainda hoje no Ano-Novo, é uma dessas formas. A página não dá a altura, nem o dia em que se põe à porta, nem o modo de amarrar. Isso fica na matéria do kadomatsu, que lê outras páginas.
Os 9 metros são do Grande Buda?
A página em inglês diz que, em 1692, os discípulos Sanshi Ikai e Jisui Fujikake fizeram arranjos de rikka de 9 metros para a cerimônia de fim da restauração do Grande Buda do Tōdai-ji, em Nara. A matéria do templo, neste portal, lê outras páginas. Não imprime esses 9 metros, nem esses dois nomes.