(Santuários)
Tōdai-ji: o Grande Buda de Nara
O Tōdai-ji nas páginas do templo: o édito de 743, o salão de sete vãos, o portão de 1203 e o Nigatsu-dō de 1669.
O Tōdai-ji, nas páginas do próprio templo, é o terreno em que o imperador Shōmu mandou erguer uma imagem monumental de Vairocana. O endereço que essas páginas repetem é 406-1 Zoushi-cho, Nara-shi, Nara-ken, 630-8587. O telefone é 0742-22-5511. O fax, 0742-22-0808. A cidade em volta, o cervo do parque e a hora desde o aeroporto estão na matéria de Nara. Aqui fica o que o templo imprime sobre o bronze, o salão, o portão sul, o salão do segundo mês e o depósito que já não é dele.
東大寺
Tōdai-ji
O édito, as oito fundições e o quarto mês de 752
Os bens do imperador Shōmu preservados no Shōsō-in, o antigo depósito de tesouros do Tōdai-ji, chamam à memória, na página do século VIII, as glórias do período Nara. A política e as condições sociais da era em que o imperador esteve no poder, escreve a mesma página, não foram particularmente pacíficas. Por um período tumultuado de mais de dez anos, lutas por autoridade política, epidemias de varíola e rebeliões continuaram sem trégua. Shōmu, percebendo que a religião era o único meio de curar tempos tão atribulados e de buscar a paz da nação e a prosperidade do povo, reafirmou a devoção à fé budista. “O único meio” é a leitura que a página atribui ao imperador. Não é um julgamento deste portal sobre o século.
Em 741 ele emitiu um édito que proclamava um sistema nacional de mosteiros, os Kokubun-ji, para rezar pela paz da nação e pelo povo de cada província. Em 743 emitiu outro, com a intenção de construir uma imagem monumental de Vairocana. A página cita a frase do imperador: os benefícios da paz podem chegar a todos no céu e na terra, até animais e plantas, por todo o tempo por vir. Essa frase, escreve ela, refere os mundos harmoniosos do sutra Avataṃsaka, sem obstáculos. Em 749 o imperador deixou claro que considerava esse sutra o mais fundamental dos textos budistas.
Depois de devolver a sede do governo a Heijō, Nara, em 745, a construção do Grande Buda Vairocana começou no terreno do Kinshō-ji, templo predecessor do Tōdai-ji. A imagem colossal de bronze foi fundida em oito etapas ao longo de três anos e terminou em 749. O Grande Salão terminou em 751. No quarto mês de 752 houve a grande cerimônia de consagração. A obra realizou-se com muita gente, entre eles Rōben, 689–773, primeiro abade-chefe, e o monge Gyōki, 668–749, que arregimentou o esforço do povo pela coleta de donativos. São as datas e os nomes que a página do século VIII imprime. O fogo de 1180 e o de 1567 não estão nesta página. Estão na página do salão.
O culto de Hachiman entra nessa obra por outro texto, o de Satō Masato, não por esta página do templo. Lá, uma sacerdotisa de Usa traz um oráculo em que o kami diz que ajudará na escultura. A página do século VIII que o templo publica nomeia Shōmu, Rōben e Gyōki. Não nomeia a sacerdotisa. As duas leituras ficam em matérias diferentes porque são de páginas diferentes.
O salão que o fogo deixou com sete vãos
O Grande Salão do Buda é o salão principal, kondō, do Tōdai-ji. Construído primeiro no período Nara, foi destruído duas vezes pelo fogo, em 1180 e de novo em 1567. A estrutura atual, do período Edo, foi erguida sob a direção do monge Kōkei. A página classifica o salão como Tesouro Nacional do século XVIII. O salão original e o reconstruído em 1195 tinham onze vãos de largura. O atual foi reduzido a sete vãos, porque os fundos eram limitados. A altura e a profundidade, diz a página, permanecem as do original. O Grande Salão é, na frase do templo, a maior estrutura de madeira do mundo. As dimensões impressas: largura 57,012 metros, comprimento 50,480 metros, altura 48,742 metros. São os números da página, com as três casas.
Dentro, o Daibutsu é propriamente conhecido como Buda Vairocana, o Buda cuja luz de conhecimento e compaixão ilumina amplamente. A página resume Śākyamuni, nascido em Kapilavastu por volta de 580 antes da era comum, mendicante aos vinte e nove, e iluminado ao pé da árvore Bodhi, no rio Nairañjanā, depois de seis anos de austeridades. O sutra Avataṃsaka, Kegon-kyō, descreve essa iluminação como a condição de um Buda que transcende espaço e tempo, e o mundo de Vairocana como magnífico, virtuoso e grandioso. Segundo o texto, o canto das aves, a cor das flores, o correr da água e a forma das nuvens fazem parte dos ensinamentos de Vairocana para salvar os seres vivos.
Nas pétalas de lótus da base do Grande Buda há gravuras do Mundo do Tesouro de Lótus, Rengezō sekai, representações pictóricas do “mundo da iluminação” descrito no sutra. São, na frase da página, belas representações da noção de que cada indivíduo não é uma existência isolada, mas que todos os fenômenos têm ligações e dimensões sem limite, e que o universo inteiro está envolvido na luz da sabedoria de Vairocana.
A lanterna octogonal em frente ao Grande Salão data da fundação do templo. A câmara de fogo, grande, tem telhado inclinado e uma forma de joia no topo. Assenta num poste de pedra que sai de um pedestal de lótus. Os oito painéis são grelhas de losangos: quatro fixos, com músicos celestes, e quatro pares de portas, com leões entre nuvens. A página destaca as poses, as mãos com instrumentos e os véus ao vento. O poste traz um excerto que exalta o mérito de acender lanternas.
No salão, desenhar e usar lanterna são proibidos. Fotos comemorativas podem ser tiradas livremente no corredor, ao longo da aproximação e dentro do salão. Foto de grupo e tripé são proibidos. Reproduzir, reimprimir, processar ou vender imagens ligadas ao templo para publicidade, uso comercial ou fim lucrativo é proibido. O goshuin que a página nomeia neste salão é Kegon, Avataṃsaka. Não é o do salão do segundo mês.
A oferta é cobrada no Grande Salão, no Hokke-dō, no Kaidan-dō e no museu. Individual e grupo, a partir de 30 pessoas, separam-se. Adulto: 800 ienes e 700. Dos 6 aos 12: 400 e 200. As faixas de 13 a 15 e de 16 a 18 estão na mesma tabela, e a matéria da cidade já as imprimiu. O Grande Salão abre 7h30 às 17h30 de abril a outubro e 8h às 17h de novembro a março. O museu e o Hokke-dō têm outras horas, na mesma página. Os números são a porta do salão.
O portão sul e os sessenta e nove dias
O Grande Portão Sul, Nandai-mon, é o portão principal do Tōdai-ji. A página o classifica como Tesouro Nacional do século XII. O original, erguido no período Nara, foi destruído por um tufão no período Heian. A estrutura atual, do período Kamakura, foi construída no que se conhece como estilo Daibutsu, um tipo de construção baseado em modelos chineses Sung, introduzido no Japão por Chōgen, o monge responsável por restaurar o Tōdai-ji, no fim do século XII. A viga de cumeeira foi levantada em 1199. A estrutura terminou em 1203, junto com as estátuas das divindades guardiãs, os dois Niō, alojados no portão. O portão, com telhado de dupla água e empena, tem cinco vãos de largura e dois de profundidade. Originalmente havia três pares de portas. Os dezoito pilares gigantes que sustentam o telhado medem 19,058 metros, e a estrutura inteira ergue-se 25,46 metros acima do plinto de pedra em que assenta. A página chama o Grande Portão Sul de o maior portão de entrada de templo no Japão, em escala adequada ao Grande Salão.
Os dois guardiões musculosos, conhecidos em geral como os Niō do Tōdai-ji, são Tesouros Nacionais do século XIII. São obras monumentais que se diz terem sido esculpidas em apenas sessenta e nove dias, sob a direção dos escultores Unkei e Kaikei. As duas estátuas medem pouco mais de 8,4 metros de altura. “Diz-se” é o verbo dos sessenta e nove dias. A altura é a medida que a página imprime.
Os grandes templos de Nara foram queimados em 1180, nas guerras entre os clãs Taira e Minamoto. Depois, Chōgen obteve o apoio do líder militar vitorioso, Minamoto no Yoritomo, e da corte, para ajudar na reconstrução do Tōdai-ji. O Grande Portão Sul foi mais ou menos a última estrutura a ser reconstruída, e Chōgen parece ter-se empenhado pessoalmente em mandar fazer e instalar no portão estes dois Kongō Rikishi. “Parece” é o verbo da página sobre o empenho pessoal. O apoio de Yoritomo e da corte está impresso como fato da reconstrução.
Da conclusão até há pouco, pouca restauração tinha sido feita nas estátuas, e elas estavam em mau estado. Em 1988 começou um projeto de restauro de cinco anos. Nesse tempo descobriram-se dentro das estátuas documentos e sutras. De particular importância foi uma cópia do Hōkyōin darani-kyō inscrita com os nomes de Chōgen e dos escultores que trabalharam na obra. Desses documentos determinou-se que o trabalho nas estátuas começou no dia 24 do sétimo mês de 1203, por Unkei, Kaikei, Jōkaku e Tankei, o filho mais velho de Unkei. A estátua de boca aberta foi erguida dentro do portão primeiro, no dia 7 do oitavo mês. No dia seguinte, uma cópia do Hōkyōin darani-kyō foi copiada na extremidade leste do Grande Portão Sul e colocada dentro do peito da estátua de boca fechada. A página conclui que a construção das duas estátuas avançou ao mesmo tempo. O restauro também confirmou outros registros que indicam que os materiais das imagens foram trazidos da atual prefeitura de Yamaguchi.
O dia 24 do sétimo mês e o dia 7 do oitavo mês ficam como o documento os dá. A página não os converte para o calendário civil além do ano de 1203.
O salão do segundo mês e o depósito que saiu
O nome Nigatsu-dō, salão do segundo mês, vem de a cerimônia Shuni-e se realizar ali durante o segundo mês do calendário lunar. Diz-se que a estrutura foi erguida primeiro pelo monge Jitchū, ativo entre 760 e 820, o principal discípulo de Rōben. Em 1667, porém, um incêndio rebentou dentro do salão no meio da cerimônia, e o original foi destruído. O edifício atual é uma reconstrução de 1669. A página o classifica como Tesouro Nacional do século XVII. A acústica do salão diz-se particularmente fina. Com um santuário interno, um santuário externo e um salão de culto, é particularmente adequado aos ritos que ali se fazem. “Diz-se” cobre a fundação por Jitchū e a acústica. O incêndio de 1667 e a reconstrução de 1669 estão impressos como datas.
Fotografar, desenhar e usar lanterna são proibidos neste salão. A página de atenção do Grande Salão separa a foto comemorativa, permitida, da foto de grupo, proibida. A página do Nigatsu-dō não abre essa exceção. Proíbe fotografar. Os dois salões são do mesmo templo e não publicam a mesma regra de câmara.
Sob a rubrica de goshuin, a página inglesa do Nigatsu-dō imprime dois rótulos, Namukan e Nigatsu-dō-goeika, e não os explica no texto lido. O goshuin do Grande Salão, na página dele, é Kegon. Não se trata os dois carimbos como o mesmo objeto.
Se se caminha para o norte a partir da frente do Kanjin-sho, passando um lago à esquerda, chega-se ao Shōsō-in, o depósito do templo. As câmaras norte e central guardam os bens preciosos do imperador Shōmu. A câmara sul guarda implementos rituais usados nas cerimônias anuais do Tōdai-ji. Já não faz parte do templo. Está sob a jurisdição da Agência da Casa Imperial. A página aponta o sítio oficial do Shōsō-in e não imprime, no trecho lido, horário de visita nem preço. Esta matéria também não os inventa. O depósito entra aqui como o lugar onde a página do século VIII situa os bens de Shōmu, e como o edifício que a página do depósito declara fora do templo.
O que a cidade mede, e o que este terreno mede
Quioto, o Kiyomizu-dera e o Sensō-ji são outras leituras de salão. Nenhuma dessas páginas empresta metro a este. A chegada desde o aeroporto, que a matéria da cidade mede a partir de Osaka, também não muda o vão. Os 57,012 metros de largura, os 50,480 de comprimento e os 48,742 de altura são os do Tōdai-ji. Os 19,058 metros dos pilares e os 25,46 metros do portão são os do Nandai-mon. Os pouco mais de 8,4 metros são os dos Niō. Não se arredonda um número para caber no outro.
A matéria de Nara continua a ser a da primeira capital, do cervo e do caminho desde Osaka. Esta é a do templo: o édito de 743, as oito fundições concluídas em 749, o salão de 751 e a consagração no quarto mês de 752, os dois fogos, os sete vãos, o portão de 1199 a 1203, o salão reconstruído em 1669 e o depósito que a própria página entrega à Casa Imperial. O oráculo de Usa fica na matéria de Hachiman. O parque fica na matéria da cidade. O número que não está numa dessas páginas não entra nesta.
Fontes
- 8th century, Tōdai-ji.
- The Great Buddha Hall, Tōdai-ji.
- Nandai-mon, Tōdai-ji.
- Nigatsu-dō, Tōdai-ji.
- Shōsō-in, Tōdai-ji.
- Opening Hours / Admission Fees, Tōdai-ji.
Perguntas frequentes
Quando o templo diz que o bronze ficou pronto?
A página do século VIII imprime a fundição em oito etapas ao longo de três anos, concluída em 749. O Grande Salão terminou em 751. A grande cerimônia de consagração foi no quarto mês de 752.
O salão de hoje é o de 751?
Não. A página do salão diz que o edifício foi destruído pelo fogo em 1180 e de novo em 1567. A estrutura atual é do período Edo, sob o monge Kōkei, e a página a classifica como Tesouro Nacional do século XVIII. A altura e a profundidade, escreve ela, permanecem as do original. A largura passou de onze vãos para sete.
Que horário tem o Grande Salão?
A página de horários imprime, para o Grande Salão, 7h30 às 17h30 de abril a outubro e 8h às 17h de novembro a março. A oferta individual de adulto é 800 ienes. Em grupo, a partir de 30 pessoas, 700.
O Shōsō-in ainda é do templo?
A página do depósito diz que não. As câmaras norte e central guardam bens do imperador Shōmu, e a sul guarda implementos rituais das cerimônias anuais. O edifício já não faz parte do templo: está sob a Agência da Casa Imperial.