(Santuários)

Kinkaku-ji: o pavilhão dourado e o nome Rokuon-ji

Kinkaku-ji no site do Shokoku-ji: o nome Rokuon-ji, a obra de 1397, o horário, a oferta de 500 ienes e o estacionamento revisto em 2023.

Nicholas Nishimura 11 min de leitura

Pintura em sumi-e do pavilhão dourado sobre o lago, com pinheiros e o reflexo na água.

O pavilhão dourado que a página do templo chama de Kinkaku é, no mesmo texto, um pagode feito para guardar as relíquias do Buda. Desse salão veio o nome popular Kinkaku-ji, Templo do Pavilhão Dourado. O nome oficial do ramo, diz a página sobre o lugar, é Rokuon-ji. O ramo pertence ao templo zen da seita Rinzai de Shokoku-ji. Em 1994 o conjunto foi designado Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade em que isso se visita é a da matéria de Quioto. Esta matéria fica com o que o próprio templo publica sobre o nome, a obra e a porta.

金閣寺

Kinkaku-ji

O nome popular. O oficial, na página do templo, é Rokuon-ji.

A abertura da página chama o conjunto de paraíso da Terra Pura desenhado por Ashikaga Yoshimitsu. O paraíso, nessa frase, é o que se diz do complexo, não uma medição do jardim. O endereço que a página de acesso imprime é 1 Kinkakuji-cho, Kita-ku, Kyoto 603-8361. O telefone, 075-461-0013, está marcado como só em japonês. Quem precisa da isenção que a página de perguntas descreve encontra, na de acesso, esse limite de idioma. As duas páginas são do mesmo templo. Uma pede que se telefone. A outra avisa a língua.

O nome, e o fundador com duas datas

Rokuon, na página sobre o templo, é também o Parque dos Cervos, lugar do primeiro sermão de Shakyamuni depois da iluminação. Rokuon’in é o nome póstumo de Yoshimitsu. O nome do templo, diz outra frase da mesma página, foi tomado dos dois primeiros caracteres desse nome póstumo. São duas explicações impressas. Uma liga o nome ao sermão. A outra, aos caracteres do nome de depois da morte. A página não escolhe. O pavilhão das relíquias, shariden, é tão conhecido que o templo inteiro passou a ser chamado Kinkaku-ji. O oficial continua Rokuon-ji.

Kinkaku-ji, como Ginkaku-ji, é tratado na página como destino de visita e como ramo do Shokoku-ji. Os dois, diz o texto, consideram Muso Soseki fundador honorário, como o templo-chefe. O abade do Shokoku-ji é, no presente que a página descreve, administrador dos dois ao mesmo tempo. Ginkaku-ji não tem matéria própria neste portal. Fica nomeado porque a página do Kinkaku-ji o põe no mesmo ramo. Não se visita por esta página.

As datas de Muso Soseki, também chamado Muso Kokushi, não fecham dentro do próprio texto. Numa passagem ele é 1275–1351 e se torna o primeiro abade quando a vila vira templo, depois da morte de Yoshimitsu. Noutra, as datas são 1275–1371, e ele é o fundador honorário. Mais adiante, é Yoshimochi, 1386–1428, quem o designa fundador honorário e dá ao templo o nome oficial de Rokuon-ji, depois da morte de Yoshimitsu. Yoshimitsu, na mesma página, vive de 1358 a 1408 e morre aos 51 anos. As duas janelas impressas para Muso terminam antes de 1408. A página não reconcilia o primeiro abade, o fundador honorário e as duas datas. Esta matéria também não. Imprime as três frases e o conflito.

Yoshimitsu praticou zen com Shun’oku Myoha, 1311–1388, discípulo de Muso. Mandou construir o Shokoku-ji junto à sede do xogunato. Ali, diz a página, floresceu a literatura Gozan, o estudo chinês cultivado por monges zen. A ambição de obra não parou. A antiga vila dos Saionji, caída em ruína, foi refeita como palácio de Kitayama.

Antes de 1397, e o ano em que a obra começa

No período Kamakura, 1185–1333, a terra era a vila do aristocrata Saionji Kintsune, chamada Kitayamadai. No período Muromachi, 1392–1573, o terceiro xogum Ashikaga, Yoshimitsu, tomou o sítio da família Saionji para a própria vila, Kitayamadono. Jardins e arquitetura giravam em torno do pavilhão dourado. Dizia-se que o conjunto evocava o paraíso na terra. Entre os visitantes, o imperador Gokomatsu, reinado 1392–1412, que a página chama de pai do sacerdote zen Ikkyū. A propriedade também foi o centro da cultura Kitayama, pela qual aspectos da cultura chinesa da dinastia Ming entraram na sociedade japonesa, com o comércio que Yoshimitsu promoveu. Emissários oficiais Ming foram recebidos na nova sede. A coleção de artefatos chineses, diz a página, fundou o que veio a chamar-se cultura Kitayama.

O nome Kitayama recua, na mesma página, ao período Heian, 794–1185. A serra ao norte de Quioto se chama Kitayama. A área em volta do templo às vezes se chama Hokuzan, outra leitura dos caracteres, a área menor perto do que hoje é o templo. Havia o túmulo do imperador En’yū, reinado 969–984. O terreno do Kinkaku-ji, porém, parece ter sido sobretudo arrozal e fazenda.

Esse terreno passou do chefe do Ofício de Culto Xintoísta a Saionji Kintsune, 1171–1244. O clã era do ramo norte dos Fujiwara e, no começo, pouco influente. Com Kintsune, figura central da corte, o poder cresceu a ponto de eclipsar o do regente. Por volta da década de 1220, a página diz “provavelmente”, ele decidiu erguer um templo de clã no sítio atual. O chefe do ofício aceitou a troca por um solar em Matsue, na província de Owari. Não sobrevivem documentos da obra, e a página diz que é impossível saber o aspecto. Sabe-se de uma cerimônia de dedicação magnífica em 1224. No ano seguinte, o poeta Fujiwara Teika, também Sadaie, 1162–1241, visitou Saion-ji e Kitayamadai pela primeira vez. Achou o desenho notavelmente novo. Impressionou-o a queda d’água de quarenta e cinco pés e um lago azul como lápis-lazúli. Contemporâneos compararam o conjunto ao reino dos imortais taoistas ou à Terra Pura, e a página lembra Hōjō-ji, de Fujiwara Michinaga, 966–1027, como glória que Kintsune recordava e ultrapassava. Com a queda do governo militar de Kamakura, a influência Saionji despencou. Vila e templo caíram em desuso. O único vestígio das estruturas antigas que a página afirma sobreviver é o lago.

Yoshimitsu aposentou-se em 1394 em favor do filho Yoshimochi, então de nove anos. No ano seguinte, aos trinta e oito, tomou os votos budistas plenos. A página lê a decisão pelo passado e pelo que ele queria adiante: sucedera ao pai Yoshiakira ainda menino, aos nove, e em vinte e nove anos de governo enfrentara o cisma das cortes do Norte e do Sul, reunira o país e trouxera a paz. Queria, diz o texto, liberdade da vida oficial. Depois de tomar Saion-ji e Kitayamadai dos Saionji, começou em 1397 a construção do palácio de Kitayama. Arquitetura e jardins são chamados de refinamento no auge. A maior atenção foi ao salão das relíquias, o pavilhão dourado. No primeiro andar, uma tríade de Shakyamuni. No segundo, uma imagem de Kannon. No terceiro, as relíquias. Em 1408 ele ofereceu a visita imperial de Gokomatsu, conhecida como Visita Imperial a Kitayama. Morou no Kinkaku-ji até a morte, aos 51 anos. A história inicial de Rokuon-ji como templo, diz a página, não está muito bem documentada.

Yoshimitsu já tinha transferido o dia a dia do xogunato para o palácio Muromachi, o Hana no Gosho, Palácio das Flores, e depois o transferiu de novo para Kitayama. O templo é o que o testamento faz da sede depois da morte.

O que a guerra poupou, e a abertura de 1894

Os templos zen apoiados pelo xogunato, diz a página, acompanharam a fortuna do governo militar. Com o declínio, vieram dificuldades econômicas. Na Guerra de Ōnin, 1467–1477, muitos templos zen, inclusive o Shokoku-ji, foram destruídos pelo fogo. Rokuon-ji também sofreu dano. O pavilhão dourado, o salão de pedra de Fudō e o salão de goma, entre outros, escaparam da destruição. A página para nesse escape. Não descreve, neste texto, um incêndio posterior do pavilhão. O que se lê é o que sobreviveu a Ōnin, e o que a página diz não documentar bem na história inicial do templo.

Depois de Ōnin, as quinze gerações de xoguns Ashikaga chegam ao fim. Passa o período Azuchi-Momoyama, 1568–1615. Tokugawa Ieyasu, 1543–1616, inaugura a paz que a página atribui ao xogunato. No período Edo, 1615–1868, Ieyasu designa Saishō Shōtai, 1548–1607, abade de Rokuon-ji. Shōtai servira Toyotomi Hideyoshi, 1536–1598, e Ieyasu como conselheiro, e era chamado de primeiro-ministro de robe negro, a cor dos monges. Firmou a base financeira do templo. Os discípulos herdaram o cargo de abade.

No Meiji, 1868–1912, Rokuon-ji perdeu o patrocínio oficial e a base de dinheiro. Foi alvo da perseguição ao budismo daquele tempo. A página diz que superou isso pelo esforço dos abades e sobreviveu. Abriu as portas ao público em 1894, sob o abade Kansō Chōrō, por ocasião de uma grande feira comercial em Osaka. A feira é o motivo que a página dá para a abertura. Não é um calendário de ingressos de 1894. O número de gente e o preço daquele ano não estão no texto.

Com o crescimento da economia japonesa depois da Segunda Guerra Mundial, a página diz que o Kinkaku-ji se tornou um destino muito procurado. A pergunta sobre neve manda ver a previsão do tempo e a imagem ao vivo do templo. Não marca um mês.

Horário, oferta e o caminho de quem entra

A página de acesso imprime o horário de visita: 9h às 17h, o ano inteiro. O horário pode mudar em exposições especiais. A oferta geral é 500 ienes. A linha inglesa cobra 300 de quem chama de primary and middle school. Não há desconto de grupo, mas, se forem mais de 30 pessoas, a página pede que entrem como grupo. A oferta pode mudar em exposições especiais. A página de perguntas repete que não há desconto de grupo. As duas frases convivem: não há desconto, e o grupo grande entra junto. Não é um preço menor impresso para o grupo.

O aviso japonês de 6 de janeiro de 2023, com efeito em 1º de abril de 2023, ano 5 da era Reiwa, traz a tabela da revisão da oferta. Adultos e estudantes do ensino médio passam de 400 a 500 ienes. Estudantes do ensino fundamental permanecem em 300. Abaixo dessa idade, a isenção permanece. A tabela marca a mudança só na primeira faixa. A página inglesa imprime 500 para a entrada geral e 300 para primary and middle school. Não imprime a isenção de quem ainda não entrou no fundamental, nem diz que o ensino médio vai com os adultos. Os valores 500 e 300 coincidem. Quem cabe em cada faixa está na tabela japonesa. Esta matéria não soma as duas numa terceira tarifa.

A página de perguntas acrescenta outra isenção: pessoas com deficiência e com deficiência médica, mediante certificado, podem ser dispensadas da oferta. Mostra-se o certificado no dia, ou envia-se antes um cartão-postal selado e com endereço de retorno. Os detalhes, diz a página, pedem um telefonema. O telefone da página de acesso é o de cima, só em japonês. Não há, na pergunta, um valor alternativo em ienes.

O caminho, diz a mesma página de perguntas, é acessível de cadeira de rodas até o pavilhão dourado. O jardim adjacente não é, para preservar a condição do jardim desde cerca de 600 anos. “Cerca de 600 anos” é a frase da página. Depois do pavilhão há degraus. Quem está em cadeira de rodas, com carrinho de bebê ou com as pernas fracas precisa voltar à entrada para sair. Há cadeiras para alugar, sem reserva: pede-se na chegada, se houver uma livre. Há banheiro acessível. Não há guarda-volumes nem armários. A mala fica com a pessoa, ou num armário de outro lugar, como a estação. Não há, na área do jardim, lugar para comer uma refeição embalada. Cães de serviço são permitidos. Outros animais precisam ir em gaiola ou numa bolsa, e a página pede contato para o detalhe. O torii de um jinja é outra fronteira, a do santuário. Este chão, nas páginas do Shokoku-ji, é templo zen. A regra de quem entra é a que estas páginas imprimem, não a do portão vermelho de outro recinto.

De ônibus urbano, desce-se na parada Kinkakuji-michi. As linhas que a página lista, a partir da cidade, são 12, 59, 205 e M1. Do Shokoku-ji, sobe-se em Karasuma Imadegawa e desce-se na mesma parada, nas linhas 59 ou 102, ou sobe-se em Doshisha-mae na 59. Do Ginkaku-ji, sobe-se em Ginkakuji-michi e desce-se em Kinkakuji-michi, nas linhas 102 ou 204. A página não imprime o minuto de cada linha. Imprime o nome da parada e o número.

O estacionamento, na página de acesso, funciona das 8h40 às 17h10, com 250 vagas. A primeira hora e cada meia hora seguinte estão em colunas. Carro de passageiros: 400 ienes e depois 200. Micro-ônibus: 600 e depois 300. Ônibus: 1.300 e depois 650. Motocicleta: 200 e depois 100. Há atendente na estrada, perto da entrada, para orientar entre os pátios. O aviso de 10 de fevereiro de 2023, também com efeito em 1º de abril de 2023, revisa a primeira hora: ônibus de 1.000 para 1.300 ienes, micro-ônibus e táxi jumbo de 500 para 600, carro de passeio de 300 para 400, veículo de duas rodas de 100 para 200. A nota da tabela diz que, a cada 30 minutos, soma-se a metade. A coluna inglesa da meia hora é essa metade: 650, 300, 200 e 100. Os números de primeira hora do acesso inglês coincidem com o “depois” do aviso. O “antes” fica no aviso, como tarifa que deixou de valer em abril de 2023. Não se cobra o carro com os 300 antigos só porque uma memória de guia ainda os repete.

Outros recintos com matéria própria neste portal não substituem este horário. A montanha de Inari está em Fushimi Inari Taisha. O terreiro de Asakusa está no Sensō-ji. A floresta de Tóquio está no Meiji Jingū. Cada um publica a própria porta. O Kinkaku-ji publica a das 9h às 17h, a oferta que a tabela de 2023 detalha e o pavilhão cujo nome popular não apagou Rokuon-ji.

Fontes

Perguntas frequentes

Qual é o nome oficial do Kinkaku-ji?

A página sobre o templo diz que o nome popular, Templo do Pavilhão Dourado, veio do pavilhão. O nome oficial do ramo do Shokoku-ji é Rokuon-ji. As duas formas estão na mesma página. Uma não apaga a outra.

Que horário e que oferta o acesso imprime?

A página de acesso imprime 9h às 17h, o ano inteiro, com ressalva para exposições especiais. A oferta geral é 500 ienes, e 300 para quem a linha inglesa chama de primary and middle school. A tabela japonesa de 2023 põe o ensino médio com os adultos, a 500, e o fundamental a 300.

O jardim tem caminho para cadeira de rodas?

A página de perguntas diz que o caminho é acessível até o pavilhão dourado. O jardim ao lado não é, para preservar a condição de cerca de 600 anos. Depois do pavilhão há degraus, e quem não os sobe volta à entrada para sair.

Quando o pavilhão começou a ser construído?

A página sobre o templo diz que Yoshimitsu começou a construção do palácio de Kitayama em 1397, depois de tomar o terreno dos Saionji. O mesmo texto o faz morrer em 1408, aos 51 anos. A visita imperial de Gokomatsu é datada nesse ano.