(Festivais)
Gion Matsuri: de 1 a 31 de julho, e outra conta
A página da cidade põe a festa de 1 a 31 de julho, com 34 carros e sem hora de relógio. A JNTO conta 23 no dia 17 e cerca de metade no dia 24.
O Gion Matsuri, na página oficial de turismo da cidade de Quioto, ocupa o mês inteiro: de 1 a 31 de julho, com as procissões de carros em 17 e em 24, e com 34 yamaboko nomeados nesses dias. A página não dá hora de relógio, não dá o ano 869 e pede que não se coma andando. A página da Japan National Tourism Organization sobre o mesmo festival dá outra conta: começa em 869, chama-o de o maior festival do país, põe 23 carros na procissão de 17 de julho e cerca de metade desse número na de 24, e lista a comida de rua entre o que não se perde. Duas páginas. Uma é o mês da cidade. A outra é o cartaz de quem visita.
祇園祭
Gion Matsuri
O mês que a página da cidade imprime
O período é de 1 a 31 de julho. As procissões de yamaboko: a da frente, saki-matsuri, em 17 de julho, e a de trás, ato-matsuri, em 24 de julho. A abertura que a página escreve tem mais de mil anos. De 1 de julho, no rito que ela nomeia 吉符入, a 31 de julho, no rito que ela nomeia 疫神社夏越祭, corre um mês de ritos, a festa do santuário Yasaka. Os pontos altos são as procissões do dia 17 e do dia 24, e cada yoiyama. A cidade enche-se do calor da festa, na frase dela.
Mais adiante, o ponto alto é também o togyo dos mikoshi do Yasaka e as procissões de 34 yamaboko, em 17 e em 24 de julho. A página não diz “34 em cada manhã” numa conta separada. Diz 34 nesses dias. Noutra frase, a dos lugares pagos, diz que são 34 carros no total, somadas as duas procissões. As duas frases ficam. Não se multiplica 34 por dois, e não se transforma o total numa média.
“As procissões de yamaboko do Gion Matsuri de Quioto” estão registradas, escreve a página, como patrimônio cultural imaterial da Unesco. O nome do registro é o que ela imprime. Não se cola esse registro a uma página que não o nomeia.
Yama e hoko também se veem fora do yoiyama e fora da procissão. A matéria de Quioto, neste portal, lê o festival por outras páginas, entre elas a do Yasaka, que imprime mais de 1.150 anos. Esta página imprime “mais de mil anos”. Não imprime 1.150, não imprime três mikoshi e não imprime Susanoo. Os números não se trocam. “Mais de mil” fica aqui. “Mais de 1.150” fica na matéria que o leu na página dele.
A montagem, a véspera e o desfile
A montagem, que a página chama de erguer a yama e erguer o hoko, usa o amarrado tradicional de corda e não um único prego. Na festa da frente, de 10 a 14 de julho. Na de trás, de 18 a 21 de julho. Depois da montagem, um puxão de ensaio, o 曳き初め. A corda desta frase é a da montagem do carro. Não é outra corda de santuário, e a página não dá o nome de um nó.
No yoiyama, ao anoitecer, acendem-se as lanternas komagata, toca o conjunto de Gion e podem-se ver yama e hoko. As casas de bairro expõem o goshintai dos carros, as bonecas, e os kensohin, os têxteis. Crianças cantam cantigas enquanto vendem amuletos. Há também o byobu-matsuri: casas antigas nos bairros dos carros tiram a grade da frente e abrem salas com biombos de tesouro, a decoração que a página nomeia. As datas do yoiyama: na frente, de 14 a 16 de julho. Atrás, de 21 a 23 de julho.
A procissão é o ponto alto. A da frente sai de Shijo-Karasuma. A de trás sai de Karasuma-Oike. A página nomeia a conferência da ordem, kujiaratame, e a curva, tsujimawashi. Os têxteis suspensos, o bordado e o pano de fora levam a página a chamar o conjunto de museu de arte que se move. Na avenida Oike, os lugares pagos são todos reservados. Na nota desses lugares, os 34 carros são o total das duas procissões, e na procissão de trás a conferência da ordem acontece perto dos lugares.
O shinko-sai é em 17 de julho. O kanko-sai é em 24 de julho. As procissões de carros têm sido feitas antes desses ritos. Em Showa 41, 1966, a da frente e a de trás foram reunidas no dia 17. Em Heisei 26, 2014, o ato-matsuri de 24 de julho foi restaurado, e o yoiyama e as procissões passam a acontecer em cada uma. A página imprime a era e o ano ocidental. Os dois ficam. Não se escolhe um para apagar o outro.
A página não imprime 9 horas, nem 14 horas, nem a altura de um carro, nem o peso em toneladas, nem um menino com os pés fora do chão. Esses silêncios não se enchem com a outra página. Ficam silêncios desta.
A outra página, com 869 e vinte e três carros
A página da JNTO dá o endereço 625 Gionmachi Kitagawa, no bairro de Higashiyama, em Quioto. As datas começam em 869. Chama o festival de o maior do país. A cidade vira uma festa enorme, sobretudo em dois períodos de meados de julho, quando carros de várias toneladas são expostos e puxados. Pede que se reserve hospedagem com meses de antecedência. O que não se deve perder: o yoiyama nos três dias anteriores aos desfiles, as heranças de família no Byobu Matsuri, as curvas dos carros grandes e o yukata com a comida de rua.
O centro de Quioto chega-se de metrô, de ônibus, de táxi ou a pé. As celebrações principais ficam em volta de Shijo, Kawaramachi e Oike. A página diz que é relativamente fácil achar um lugar, se se acompanham os fechamentos de rua. Não dá um mapa de quarteirão. Não dá o preço do lugar pago que a outra página pôs na Oike.
Os fatos curtos: um mês em julho. As procissões principais em 17 de julho, Saki Matsuri Junko, e em 24 de julho, Ato Matsuri Junko. Os maiores carros são yamaboko e pesam até 12 toneladas. A origem: começou em 869, para apaziguar os deuses durante uma epidemia. O verbo, nesta página, é “começou”. Não é o “diz-se” de outra matéria. O ano fica aqui como ela o imprime.
Todos os anos escolhe-se um menino da terra como mensageiro sagrado. De 13 de julho até o fim do primeiro desfile, em 17 de julho, ele senta num carro e os pés não tocam o chão. É a frase desta página. Não traz cocar, nem patente de corte, nem cavalo. Há dois tipos, yama e hoko. O hoko pode chegar a 25 metros de altura e pesar até 12 toneladas. Os dois enfeitam-se com tecido tramado, têxtil tingido e escultura, e por vezes chamam-se museus de arte móveis. “Até 12 toneladas” aparece na linha dos maiores carros e outra vez na do hoko. As duas ficam. Não se somam.
Duas procissões atravessam o centro, das 9 da manhã às 2 da tarde. A maior é a de 17 de julho, com 23 carros. A segunda, em 24 de julho, com cerca de metade desse número. “Cerca de metade” não vira 11, nem 12. A página não fez a conta, e esta matéria também não. As 9 horas e as 2 da tarde são desta página. A página da cidade não as imprime. Os 23 não são os 34, e os 34 não são os 23. Cada número fica na página que o escreveu.
O yoiyama, nesta página: 14, 15 e 16, e 21, 22 e 23 de julho. As datas batem com as da cidade, que escreve de 14 a 16 e de 21 a 23. O que não bate é a conta dos carros, o ano de abertura e o pedido sobre a comida. Os carros ficam estacionados em áreas diferentes. Há amuletos chimaki e comida de rua da terra. Há yukata. No Byobu Matsuri, durante o yoiyama, famílias ricas de Shinmachi e de Muromachi mostram biombos e quimonos à frente das casas, ou recebem as pessoas dentro. Comerciantes da terra expõem coleções de arte. A cidade, na página dela, fala em casas antigas que tiram a grade. A JNTO fala em famílias de dois bairros e em comerciantes. As duas descrições ficam. Não se fundem numa só casa.
A comida de rua está no que não se deve perder, e outra vez na véspera. A página da cidade pede que se evite comer andando, e imprime esse pedido. Uma não corrige a outra. Quem anda no mês lê as duas e não escolhe a mais cômoda para apagar a que incomoda.
A página da JNTO não imprime o registro da Unesco, não imprime o mikoshi, não imprime 1966, não imprime 2014 e não imprime a regra do prego. A página da cidade não imprime 869, não imprime 23, não imprime “cerca de metade”, não imprime 25 metros e não imprime o menino. O silêncio de uma não é licença para colar o parágrafo da outra.
O que as outras matérias deste portal já leram
A matéria de matsuri lê o verbete de Mogi Sakae. Lá, o Gion realiza-se entre 1 e 29 de julho, a origem diz-se no décimo primeiro ano de Jōgan, 869, o fecho é em 29 de julho, e o desfile de 17 de julho reúne vinte e nove carros. Esse calendário é do verbete. Não é o de 1 a 31 desta página da cidade, nem os 23 e a cerca de metade desta página da JNTO. O menino do verbete, com o rito que Mogi descreve, não é automaticamente o menino da JNTO, que esta página limita à frase dos pés e do carro entre 13 e 17 de julho. Três leituras. Três páginas. Nenhuma empresta o número à vizinha.
O período de agosto está na matéria do Obon. Essa matéria lê outras páginas, com o intervalo curto de agosto e com uma dança que a página dela estende por mais noites. Não é julho, não é yamaboko, e não imprime 34 nem 23. A sétima noite está na matéria do Tanabata. O marco de pinho e bambu está na do kadomatsu. A véspera da primavera está na do Setsubun. Nenhuma das duas páginas deste festival imprime o papel no bambu, o pinho da porta ou a soja da véspera. São outros dias do portal. Ficam nos dias delas.
O que cada página pede de quem olha
A página da cidade pede cuidado com o calor: insolação, descanso, água. Pede que se vá de transporte público. Pede que se siga a orientação da polícia. Pede que não se leve bicicleta enquanto se assiste. Pede que se evite comer andando. Lembra que moradores vivem na área da festa, e aponta a moral de turismo da cidade. O pedido da bicicleta não é o pedido da comida. Os dois estão impressos. O escritório de turismo, no rodapé, fica no código 600-8216, Quioto, Shimogyo, Karasuma-dori Shiokoji-sagaru, no edifício da estação de Quioto, segundo andar, telefone 075-343-0548. É o telefone da página. Não é o do santuário, e não é o de um lugar pago na Oike.
A página da JNTO pede a reserva da hospedagem com meses de antecedência, e diz que achar lugar na rua é relativamente fácil se se veem os fechamentos. Não pede que se evite comer andando. Pede, pelo contrário, que a comida de rua não se perca. Não dá o telefone 075-343-0548. Não dá o código postal. O endereço que ela imprime é o 625 de Gionmachi Kitagawa.
Quem atravessa o mês com as duas páginas na mão encontra um festival de julho, procissões em 17 e em 24, yoiyama nas mesmas seis datas, e um museu que se move nas duas frases. Encontra também duas aberturas, duas contagens de carro, dois horários — um com relógio, outro sem — e dois pedidos sobre a comida. O que esta matéria pode dizer, sem colar uma página na outra, é isso. O resto, 1.150 anos, três mikoshi, vinte e nove carros, de 1 a 29, fica nas matérias que leram essas páginas. Não entra aqui por atalho.
Fontes
- 祇園祭, 京都観光Navi.
- Gion Festival, Japan National Tourism Organization.
Perguntas frequentes
Que datas a página da cidade imprime?
De 1 a 31 de julho. A abertura que ela marca é o rito de 1 de julho, e o fecho é o rito de 31 de julho no santuário das epidemias. As procissões de carros são em 17 de julho, a da frente, e em 24 de julho, a de trás. A página não imprime 9 horas, nem 14 horas, nem o ano 869.
Quantos carros cada página conta?
A página da cidade fala em 34 yamaboko, em 17 e em 24 de julho, e a nota dos lugares pagos diz 34 carros no total, somadas as duas procissões. A JNTO diz que a maior, em 17 de julho, tem 23 carros, e que a de 24 de julho tem cerca de metade desse número. Cerca de metade não vira um inteiro. As duas contas ficam nas páginas que as imprimiram.
As duas páginas pedem a mesma coisa sobre comer na rua?
Não. A página da cidade pede que se evite comer andando. A JNTO põe a comida de rua entre o que não se deve perder, ao lado do yukata, e nomeia a comida de rua outra vez na véspera, com o chimaki. Uma frase não corrige a outra. Quem lê as duas encontra dois pedidos.
As matérias de Quioto e de matsuri deste portal são esta conta?
Não. A de Quioto lê o Yasaka, que imprime mais de 1.150 anos, e outras páginas da cidade. A de matsuri lê o verbete de Mogi Sakae, de 1 a 29 de julho, com vinte e nove carros no dia 17. Nenhuma dessas páginas é a desta matéria. Os números não se trocam.