(Festivais)

Aoi Matsuri: a procissão de 15 de maio e as folhas de aoi

A MLIT imprime Kinmei, 807 e a Saiōdai. A JNTO imprime 500 participantes e o quimono de 30 kg. A página da cidade imprime 10:30–15:30.

Nicholas Nishimura 9 min de leitura

Pintura em sumi-e de cortejo Heian com folhas de aoi, touro e guarda-sol florido sob céu de primavera.

Aoi Matsuri, na ficha da Japan Tourism Agency (MLIT) associada ao Kamo Wakeikazuchi Jinja, é o festival anual mais importante do Kamigamo Jinja, celebrado em conjunto com o Kamomioya Jinja (Shimogamo Jinja) para rezar pela paz e segurança do país e pelo bem-estar do povo. É um dos três maiores e mais populares festivais de Quioto, ao lado do Gion em julho e do Jidai Matsuri em outubro. A data impressa: 15 de maio. A Japan National Tourism Organization chama-o Hollyhock Festival, imprime cerca de 500 participantes e o quimono de 30 kg da Saiō. A página da cidade de Quioto para o Roto no Gi imprime a saída às 10:30 do Palácio Imperial e a chegada às 15:30 ao Kamigamo. Três portas. As folhas de aoi de uma não viram os 30 kg da outra.

葵祭

Aoi Matsuri

A MLIT imprime Kinmei e a Saiōdai. A JNTO imprime 500 e 30 kg. A cidade imprime 10:30 e 15:30.

O que a MLIT data: origem, chokusai e Saiōdai

O evento é comummente conhecido como Aoi Festival (Aoi Matsuri) pelas decorações icónicas feitas de aoi — wild ginger, na frase inglesa da MLIT — torcido em ramos finos de katsura. Estes ornamentos adornam os dois santuários e a roupa dos participantes, representando as decorações rituais da lenda que descreve a origem do Kamo Festival. Os participantes mais importantes da procissão são o chokushi (mensageiro imperial) e a sacerdotisa honorária (Saiōdai). O chokushi veste robes negros elegantes; a Saiōdai ricamente vestida vai num palanquim distinto. Outros representam figuras da corte Heian: oficiais militares, supervisores de oferendas rituais, músicos, dançarinos, nobres, damas de companhia e donzelas sagradas. Dois carros de boi decorados, historicamente usados para transportar os participantes de mais alta hierarquia, e grandes guarda-sóis coroados de flores vivas acrescentam o ar festivo. A procissão parte do Palácio Imperial de Quioto às 10:30 e dirige-se ao Shimogamo Jinja, onde se celebram vários ritos. Após breve pausa, continua até ao Kamigamo Jinja, chegando aproximadamente às 15:00. O mensageiro imperial lê um endereço especial à divindade no Hashidono Hall; seguem-se dança sagrada e outros ritos. Por fim, cavaleiros galopam do primeiro ao segundo torii do santuário, encerrando o festival.

Origens: no reinado do imperador Kinmei (509–571), tempestades e cheias devastaram o país e dificultaram o cultivo. O imperador recorreu à adivinhação; a causa foi identificada como a ira da divindade Kamo Wakeikazuchi no Okami. Para aplacá-la, enviou um mensageiro chokushi ao Kamigamo Jinja e celebrou ritos inspirados na lenda da descida da divindade ao sagrado Mt. Koyama. Depois das festividades, o tempo acalmou e as colheitas abundantes regressaram. Isto considera-se a origem do Kamo Festival. Segundo registos do santuário, o Kamigamo Jinja celebra o Kamo Festival desde o século VI. Em 807, pouco depois de Quioto se tornar capital, o festival tornou-se chokusai — cerimónia oficialmente apoiada pela corte imperial, em que o chokushi apresenta oferendas e preces em nome do imperador. Ao longo dos séculos, a procissão foi celebrada ou cancelada conforme o estado da corte, mas os ritos religiosos no Kamigamo realizaram-se todos os anos. No pós-guerra, a procissão luxuosa do mensageiro imperial reviveu em 1953, e o segmento da Saiōdai e do séquito foi acrescentado em 1956.

O papel da sacerdotisa honorária desempenhado pela Saiōdai baseia-se na tradição histórica das sacerdotisas Saiō, iniciada há mais de 1.200 anos. Em 810, tornou-se costume uma princesa solteira servir como sacerdotisa no Kamigamo Jinja. Era escolhida por adivinhação e participava no Kamo Festival e noutros ritos durante o mandato. A tradição Saiō refletia a reverência da corte pela divindade do santuário e durou cerca de 400 anos, mas foi descontinuada em 1212 devido ao custo elevado. Hoje, a Saiōdai é escolhida entre jovens mulheres solteiras de Quioto. Cumpre os deveres outrora da Saiō: cerimónia de purificação Gyokei a 4 de maio, Kamo Festival a 15 de maio, ritual Karasuzumo a 9 de setembro, e Kamo Kyokusui no En em abril. A JNTO não imprime 807, 810, 1212, 1953 nem 1956 nesta ficha. Estes anos ficam na MLIT.

O que a JNTO acrescenta ao visitante

A página da JNTO chama o festival de Hollyhock Festival e situa-o todos os anos no centro de Quioto a 15 de maio. É um dos três festivais principais de Quioto, com Gion Matsuri e Jidai Matsuri. Oferece um vislumbre dos dias dourados da história de Quioto e a oportunidade de ver locais em trajes antigos. Quick facts: cerca de 500 participantes marcham em traje do período Heian (794–1185); a figura central — a Saiō — veste quimono de seda que pesa 30 quilogramas.

Como chegar: o Palácio Imperial alcança-se de autocarro desde a estação de Quioto, com breve caminhada. Ao Kamigamo: linha de metro Karasuma até Kitaoji, cerca de dois minutos a pé até à paragem de autocarro Kitaoji, autocarro número três até Kamigamo Misonohashi, cinco minutos a pé. Ao Shimogamo: linha Keihan desde Quioto até Demachiyanagi, depois cerca de 10 minutos a pé para norte. Origem: no século VII, muito provavelmente como apelo aos deuses depois de uma tempestade destruir a colheita. O imperador fez oferendas aos deuses dos santuários Shimogamo e Kamigamo, tidos pelas divindades responsáveis pela destruição. Depois disso, a colheita foi salvada. Por causa da afiliação a estes santuários, o festival também se chama Kamo Matsuri.

O evento principal é a procissão de 500 pessoas nos trajes aristocráticos intricados do Heian. Folhas de hollyhock — símbolo de proteção contra desastre natural — são usadas pela procissão. É liderada por um mensageiro a cavalo com espada de ouro, seguido de assistentes, carros de boi e uma procissão de mulheres em belos quimonos que acompanham a figura mais importante, a Saiō. Cada ano, uma mulher solteira é escolhida para interpretar a Saiō. Outrora, a Saiō era uma real que servia como sumo-sacerdotisa dos santuários Kamigamo e Shimogamo e celebrava cerimónias no festival. Seguindo a tradição, a escolhida deve passar por ritos de purificação antes do evento. Vai num palanquim e veste o mais extravagante dos quimonos: 12 camadas de seda com 30 quilogramas. A procissão começa às 10:30 no Palácio Imperial e segue para norte, parando no Shimogamo próximo. Ali, cerimónias durante cerca de duas horas; a procissão continua para o Kamigamo por volta das 14:30. A maior parte dos espectadores escolhe ver o troço de um santuário ao outro, que dura cerca de uma hora. Lugares pagos no Palácio Imperial e no Shimogamo: 2.500 ienes, em lojas de conveniência ou agências de viagem. Chegar cedo se não se pretender pagar. No Kamigamo: 1.000 ou 5.000 ienes conforme o lugar, só no santuário. A MLIT tinha chegada às 15:00 aproximadas e não imprimia 30 kg nem 2.500 ienes. A JNTO tem os 30 kg, as 14:30 e os preços. Não se cola o “aproximadamente 15:00” da MLIT ao “por volta das 14:30” da JNTO como se fossem a mesma hora de relógio sem o nome da página.

A matéria de Gion Matsuri lê julho e os yamaboko. Não imprime o 15 de maio nem as folhas de aoi. A matéria de matsuri lê o verbete geral. Não imprime Kinmei nem a Saiōdai. A matéria de kimono lê a peça. Não imprime estes 30 kg da Saiō.

O que a página da cidade de Quioto imprime no Roto no Gi

A ficha 葵祭 路頭の儀 do Kyoto Tourism Navi, para 2026, data 15 de maio (sexta) com adiamento por chuva — decisão e anúncio cerca das 18h da véspera — e nota que se celebra todos os anos a 15 de maio. O texto lembra que o Aoi Matsuri (Kamo Matsuri) aparece no Genji Monogatari e no Makura no Sōshi; começou no século VI a meio, na sequência de uma fome, por iniciativa do imperador Kinmei. O nome vem de tudo se enfeitar com folhas de aoi: carros do palácio, mensageiro imperial, vestes dos acompanhantes. O ponto alto é o Roto no Gi: o mensageiro do imperador (chokushi) visita Shimogamo e Kamigamo. A matriz — cerca de 500 pessoas, 36 cavalos, 4 bois — parte de diante do Kenreimon do Palácio Imperial e percorre o percurso como um emaki da dinastia. Conta-se entre os três grandes de Quioto com Gion e Jidai.

Horários impressos (passagem da cabeça): Palácio Imperial saída 10:30 → Shimogamo chegada 11:40, saída 14:20 → Kamigamo chegada 15:30. Da cabeça à cauda, cerca de uma hora fraca a passar por um ponto. A associação de turismo da cidade vende lugares pagos; parte da receita apoia a preservação do festival. A JNTO tinha 2.500 ienes no Palácio e Shimogamo; a página da cidade aponta para a página de lugares sem repetir aqui o mesmo número nesta ficha. A MLIT tinha chegada ao Kamigamo cerca das 15:00. A cidade imprime 15:30 para a cabeça. Duas horas. Não se apaga uma com a outra.

A regra de chuva de 2026, na página da cidade, não reescreve o 15 de maio das outras fichas: imprime o dia habitual e o mecanismo de adiamento. Quem planeia viagem lê a véspera. Esta matéria não inventa o ano em que a regra começou.

A matéria de Quioto lê a cidade. Não imprime esta tabela 10:30–15:30. A matéria de Tanabata lê outro calendário. Não imprime o aoi de maio. A matéria de Setsubun lê a soja. Não imprime as folhas de wild ginger.

O que estas páginas permitem dizer sem fundir as fichas

O que se pode repetir sem inventar medida é curto. A MLIT dá Kinmei (509–571), o século VI, 807, 810, 1212, 1953, 1956, aoi como wild ginger, saída às 10:30 e chegada cerca das 15:00. A JNTO dá cerca de 500 participantes, 12 camadas e 30 kg, origem no século VII, 14:30 para continuar ao Kamigamo, e lugares a 2.500 / 1.000 / 5.000 ienes. A cidade dá 10:30, 11:40, 14:20, 15:30, mais de 500 pessoas, 36 cavalos e 4 bois, e a regra de chuva. Os 30 kg não são os 36 cavalos. As 15:00 da MLIT não são as 15:30 da cidade. Quem compara as páginas lado a lado encontra o mesmo cuidado que este portal pede noutros artigos do lote: cada número fica com a página que o imprimiu. Não se soma a lista de uma ficha à área da outra. Não se transforma uma aproximação de hora numa tabela de passagem. O leitor que quiser o detalhe operacional — bilhete, comboio, lugar pago — volta à fonte nomeada no frontmatter, não a uma média inventada entre as três.

As folhas ficam nas três. O peso fica na JNTO. A tabela de passagem fica na cidade.

Fontes

Perguntas frequentes

Que dia é o Aoi Matsuri nestas páginas?

A MLIT e a JNTO imprimem 15 de maio. A página de turismo de Quioto para 2026 imprime 15 de maio com adiamento por chuva (decisão cerca das 18h da véspera). Em 2026 o Roto no Gi foi anunciado com essa regra de chuva.

Quantas pessoas marcham, segundo a JNTO e a cidade?

A JNTO diz cerca de 500 participantes em traje Heian. A página da cidade de Quioto fala de mais de 500 pessoas na matriz, com 36 cavalos e 4 bois. A MLIT não imprime o número 500 nesta ficha; descreve chokushi, Saiōdai, carros de boi e guarda-sóis.

O que pesa o quimono da Saiō nestas páginas?

A JNTO imprime 12 camadas de seda com 30 quilogramas. A MLIT descreve a Saiōdai ricamente vestida num palanquim distinto, sem o número 30 kg. O peso fica na JNTO.

É o mesmo festival que o Gion Matsuri?

Não. A MLIT e a JNTO situam o Aoi (Kamo) entre os três grandes de Quioto ao lado do Gion em julho e do Jidai em outubro. A matéria de Gion deste portal lê julho e os yamaboko. Não imprime o 15 de maio nem as folhas de aoi.